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Consultoria Fiscal e Planejamento Tributário
Análise estratégica da estrutura fiscal da sua empresa para identificar oportunidades legais de redução de impostos e otimização tributária.
O que é consultoria fiscal e como ela difere da contabilidade rotineira?
A rotina fiscal olha para trás: apura o que aconteceu no mês, gera as guias e entrega as declarações. A consultoria olha para frente: estuda a operação antes que os fatos aconteçam e escolhe a forma mais barata e segura de fazê-los dentro da lei.
Um exemplo: na rotina, o contador apura o ICMS das vendas para outro estado. Na consultoria, a pergunta é outra: compensa abrir uma filial nesse estado, vender por um distribuidor ou continuar vendendo direto? Cada resposta muda o imposto do ano seguinte.
Por isso o trabalho começa com um diagnóstico: regime atual, margens, folha, créditos não aproveitados e tributos pagos nos últimos cinco anos. Depois vêm os cenários lado a lado e um plano de ação com o que muda, quando e com qual risco.
Como o planejamento tributário pode reduzir legalmente os impostos da minha empresa?
- Escolha do regime: Simples, Presumido ou Real, simulados com os números projetados do ano e não com os do ano passado.
- Aproveitamento de créditos: PIS, COFINS, ICMS e IPI sobre insumos, energia, fretes e ativo imobilizado, além da recuperação do que foi pago a mais nos últimos cinco anos.
- Segregação de receitas: tirar do cálculo do Simples o ICMS-ST e o PIS e COFINS monofásicos que já foram pagos na origem.
- Remuneração dos sócios: equilíbrio entre pró-labore (que paga INSS) e distribuição de lucros e, no Lucro Real, uso dos juros sobre capital próprio.
- Estrutura societária: separar atividades ou patrimônio em empresas distintas só quando há propósito de negócio real. Divisão artificial para ficar no Simples é autuada.
- Incentivos fiscais estaduais e federais disponíveis para o RN (veja abaixo).
Não publicamos uma estimativa de economia porque ela depende inteiramente do caso. O diagnóstico mostra o valor antes de qualquer mudança.
Quando minha empresa deve revisar seu planejamento tributário?
Pelo menos uma vez por ano, antes de janeiro, quando se escolhe o regime. E sempre que acontecer um destes gatilhos:
- O faturamento se aproxima de R$ 3,6 milhões (o ICMS e o ISS saem do DAS) ou de R$ 4,8 milhões (fim do Simples).
- A receita anual passa de R$ 5 milhões no Lucro Presumido, faixa que paga presunção maior desde 2026.
- A empresa começa uma atividade nova, passa a industrializar o que antes revendia ou começa a exportar.
- Abre filial, principalmente em outro estado.
- Muda o quadro de sócios, recebe investidor ou começa a sucessão familiar.
- A Reforma Tributária exige uma escolha: a partir de 2027, empresas do Simples podem recolher CBS e IBS fora do DAS para que seus clientes aproveitem créditos.
Quais incentivos fiscais existem para empresas no Rio Grande do Norte?
- PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN): criado pela Lei estadual 10.640/2019 no lugar do antigo FAIN. Concede crédito presumido de ICMS a indústrias instaladas no estado, em troca de contrapartidas como geração de empregos. O percentual depende da atividade e da região.
- Incentivos da SUDENE: o RN está na área da SUDENE. Empresas do Lucro Real com projeto aprovado de instalação, ampliação ou modernização podem reduzir em até 75% o IRPJ sobre o lucro da exploração.
- Exportação: vendas para o exterior não pagam ICMS, IPI, PIS e COFINS, e a empresa mantém os créditos das compras.
- Produtos agrícolas: frutas e hortaliças frescas têm isenção de ICMS em várias operações. Veja a página do agronegócio.
Atenção ao prazo: com a Reforma Tributária, os benefícios de ICMS deixam de existir até 2033. Quem tem incentivo hoje precisa planejar a transição.
O que é uma holding familiar e quando ela faz sentido?
É uma empresa criada para ser dona das quotas das empresas da família e, muitas vezes, dos imóveis. Em vez de o patrimônio estar no CPF de cada pessoa, ele fica numa pessoa jurídica cujos sócios são os membros da família.
As vantagens mais comuns:
- Sucessão organizada: os pais doam as quotas aos filhos em vida, com reserva de usufruto, e evitam um inventário longo e caro.
- Regras de governança: o contrato social define quem administra, como entram cônjuges e o que acontece se um herdeiro quiser vender sua parte.
- Tributação de aluguéis: em alguns casos, a renda de imóveis paga menos imposto na holding do que na pessoa física, onde chega a 27,5%.
Faz sentido para famílias com patrimônio relevante, mais de uma empresa ou vários imóveis. Para patrimônio pequeno, o custo de manter uma empresa a mais (contabilidade, taxas, declarações) costuma superar o ganho. A conta inclui ITCMD na doação de quotas e ITBI na transferência de imóveis, e é feita caso a caso.
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Dúvidas sobre Planejamento Tributário
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