Segmento especializado
Contabilidade para Indústria Cerâmica em Assú/RN
Expertise específica na tributação de fábricas de tijolos, telhas e lajotas — o coração da economia de Assú e do polo cerâmico do Vale do Assú.
Por que o polo cerâmico de Assú exige contabilidade especializada?
As cerâmicas do Vale do Assú produzem tijolos, telhas e lajotas com a argila das várzeas do rio Piranhas-Açu. São indústrias, e isso muda tudo em relação a um comércio: há IPI, ICMS sobre produção própria, controle de estoque de matéria-prima e produto acabado, consumo de lenha e energia, extração mineral e uma folha grande, com trabalho em ambiente quente e em turnos.
Uma contabilidade genérica costuma tratar a cerâmica como revenda e deixa de lado o custo de produção, os créditos de insumos e as exigências de segurança do trabalho. A Índice atende o setor em Assú desde 1997 e conhece a rotina dessas fábricas, da licença da jazida à nota fiscal para a construtora.
Quais tributos uma fábrica de tijolos e telhas deve recolher no RN?
| Tributo | Sobre o quê | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| IPI | Saída do produto industrializado | Tijolos (NCM 6904) e telhas (NCM 6905) estão no capítulo 69 da TIPI. A alíquota depende da classificação exata do produto. |
| ICMS | Venda da mercadoria | Alíquotas diferentes para venda dentro do RN e para outros estados; crédito sobre insumos e energia. |
| PIS e COFINS | Receita | Cumulativos no Lucro Presumido; não cumulativos, com créditos, no Lucro Real. |
| IRPJ e CSLL | Lucro | No Presumido, a base é 8% (IRPJ) e 12% (CSLL) da receita. |
| INSS patronal | Folha de pagamento | 20% mais RAT e terceiros, com adicional quando há exposição que gera aposentadoria especial. |
| CFEM | Extração da argila | Devida quando a própria cerâmica explora a jazida, com registro na Agência Nacional de Mineração. |
No Simples Nacional, IPI, ICMS, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e o INSS patronal entram juntos no DAS, até o sublimite de R$ 3,6 milhões, quando o ICMS passa a ser pago à parte.
FAIN e PROEDI: quais incentivos de ICMS as cerâmicas de Assú podem ter?
O FAIN (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do RN) foi por muitos anos o principal incentivo de ICMS para a indústria potiguar. Em 2019, a Lei estadual 10.640 criou o PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial), que passou a ser o programa vigente para novos enquadramentos.
O PROEDI concede crédito presumido de ICMS, ou seja, uma redução do imposto devido nas vendas, em troca de contrapartidas como manter ou gerar empregos e recolher contribuições a fundos estaduais. O percentual varia conforme a atividade e a localização da fábrica, e o benefício depende de pedido à Secretaria da Fazenda do RN e de a empresa estar em dia com o estado.
Cerâmicas do Lucro Real ou do Presumido costumam ganhar mais com o programa, porque no Simples o ICMS já vem embutido no DAS. Com a Reforma Tributária, os benefícios de ICMS terminam até 2033, então quem aderir agora deve planejar essa transição.
Como gerir a folha de pagamento de uma cerâmica com turnos e insalubridade?
- Insalubridade: quem trabalha perto dos fornos fica exposto a calor acima dos limites da NR-15. O adicional é de 10%, 20% ou 40% do salário mínimo, conforme o grau definido em laudo técnico.
- Laudos em dia: o LTCAT e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) sustentam o que a empresa informa ao eSocial sobre cada função. Sem eles, a empresa não tem como se defender numa ação trabalhista ou numa fiscalização.
- Aposentadoria especial: se a exposição dá direito a ela, a empresa paga uma contribuição adicional sobre a remuneração desses empregados.
- Turnos de revezamento: a jornada constitucional é de 6 horas, salvo acordo ou convenção coletiva. Fora disso, as horas a mais são extras.
- Participação nos lucros (PLR): paga com base num programa negociado com os empregados (Lei 10.101/2000), não tem INSS nem FGTS e serve de incentivo à produtividade.
Qual é o melhor regime tributário para uma cerâmica no Simples Nacional?
Indústrias do Simples ficam no Anexo II, com alíquota nominal de 4,5% na primeira faixa até 30% na última. A alíquota efetiva fica abaixo disso, porque cada faixa tem uma parcela a deduzir.
A grande vantagem do Simples para uma cerâmica é a folha: o INSS patronal de 20% está dentro do DAS. Numa fábrica com muitos empregados, isso costuma pesar mais que qualquer outra variável.
Vale estudar a saída para o Lucro Presumido quando:
- o faturamento passa de R$ 3,6 milhões e o ICMS sai do DAS;
- a fábrica investe em mecanização e a folha perde peso em relação à receita;
- os principais clientes são construtoras do Lucro Real que preferem comprar de quem gera crédito integral de ICMS e de PIS e COFINS;
- a empresa quer aderir ao PROEDI.
A comparação entre os regimes é feita com os números de produção, folha e vendas do ano. Veja como funciona o planejamento tributário.
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